Histórias de amor
“Mal sucedidas”
Sempre vão existir
Isso é fato.
Mas se as dissecamos friamente
Chegaremos à conclusão
Que todos são culpados
Pelo seu fim.
Não existe aquele que sai ileso
Diante de tal situação
Ou aquele que só agiu de má fé
Consigo e com o outro.
Todos carregam consigo
Sua parcela de culpa
Pelo esfacelar de uma relação
Que nasceu numa vontade
Que dure para sempre.
Fantasiamos, sonhamos,
Idealizamos demais
Mas a realidade consegue
Ser mais implacável
Do que qualquer vontade
De sermos felizes
A dois
E por isso sofremos
Em dias sem tardes de sol
E noites sem luar.
A dor de amar é inevitável
Para quem se arrisca
No mundo dos sentimentos.
Sofrer, chorar, sorrir
E ter esperanças
Faz parte do scrip
Mas a decisão final
Será sempre nossa,
Tem que ser.
Às vezes o amor
Pode nos engrandecer,
Mas também pode
Nos machucar,
Nos ferir
E muito.
Incessantemente isso ocorre
Porque nos deixamos impulsionar
Por vontades alheias
E esquecemo-nos das nossas
Gerando mágoas
E inúmeras feridas
Que pode levar muito tempo
Para cicatrizá-las,
Ou até mesmo,
Jamais cicatrizá-las.
E corremos esse risco
Única e exclusivamente
Por causa dele,
O amor.
A forma que o amor
Se apresenta na nossa vida
Seja como uma benção
Ou como uma maldição
É fruto de uma escolha pessoal.
Amor doce ou amargo
É um ingrediente imprescindível
Para nos deixarmos vivos
E sustentar a ideia de uma felicidade
Que não tarda a chegar.
Não temer o amor,
Nem as consequências de sua ousadia
É um caminho sem garantia,
Mesmo assim, não pode se transformar
Numa barreira que nos neutralize
Diante do improvável
Afinal, o que seria da vida sem o amor?
Podemos até cometer erros,
Fazer escolhas equivocadas
Mas a vontade de acertar
É que prevalece.
A vida está aí para nos dizer
Que é possível recomeçar
E não esquecer
Que a decisão
É sempre nossa,
Sempre!
Allex Borges
Juiz de Fora, outubro de 2011
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