segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Ilusões



É bem assim,
De repente,
Num dia qualquer,
Sem hora marcada,
Premeditada
A gente
Abre os olhos
E descobre que
A única coisa
Que temos de real
São nossas
Ilusões...
E daí a gente fica
Sem saber para onde ir
E o que fazer.

Abrir mão delas,
É abrir mão de nós.
Continuar com elas
É, de certo modo, um meio
De se sentir cheio,
Fértil.
Vivo...

De não abandonar o amor
Que um dia brotou em mim.
De não deixar acabar a magia,
Nem permitir adentrar
A noite fria
Na nossa cama,
Debaixo dos nossos lençóis
Produzindo tristes
Ais.

Oh! Chão de Incertezas,
Correntes de sentimentos,
Realidade implacável,
Desconhecida,
Descabida
Não me roubes as ilusões
Não as destrua
Preciso delas
Para poder amar
Dias a dias mais.

Alexandro Borges
Juiz de Fora, 24/08/2013