Apagar
as pegadas,
Encaixotar
os sonhos,
Recolher
o coração
De
um mar de tristeza
E
seguir em busca de uma
Nova
descoberta
Que
seja capaz de
Conduzir-me
a horizontes
Mais
propício à felicidade.
A
vida é assim,
Fantasiamos
muito,
Idealizamos
demais
E
de repente o que nos resta
É
o vazio
Das
relações fugazes.
Não
sei se são as desilusões
Ou
as certezas
Que
a maturidade
Vai
nos impondo
Que
faz com que nossos sonhos
Se
transformem
Numa
película
Em
preto e branco.
Sei
que algo muda,
Descolore,
Perde
um pouco do perfume,
Da
essência.
E
eu que já esperei
Tanto
da vida
Hoje
me contento
Em
poder abrir os olhos
Todos
os dias
E
contemplar o sol
Que
nasce lá fora
Ou
a chuva que encharca
O
chão.
Não
adianta correr,
Sem
ser o momento.
Falar
e não ter ouvidos
Para
lhe escutar,
Sofrer
E
não ter braços para afagar.
Amar
E
não ter ninguém para
Retribuir...
Paciência
É
a maior das virtudes
Para
se compreender
Os
desígnios da vida.
Não
a tenho
E
por isso vivo incompreendido,
Perdido,
Querendo
entender
Qual
o sentindo da vida
Numa
lógica onde ter sentido
É
simplesmente partilhar
De
uma realidade
Sem
sentido.
Allex Borges
Juiz de Fora, dezembro de 2012