Eu não aceito nada
Que não seja meu,
Ainda que por um curto tempo,
Mas que seja meu
Somente.
Não é uma questão de egoísmo
Mas sim de
Exclusividade.
Eu não peço nada
O que é dos outros,
Pois pertence ao outro
Não a mim.
Dê a Cézar o que
É de Cézar
E deixa só o que
Me pertence.
Eu não temo nada
Que não seja real
Aos meus olhos
E ao meu coração,
Afinal, nem tudo que os olhos
Vêem são reais de fato.
Eu não desejo nada
Além do que está
Reservado para mim,
Sendo assim que se faça a vontade
Dos deuses
E não a minha.
Eu não devo nada
Que não caiba em meus bolsos
E que eu não possa honrar
Com os seus custos.
Eu não dou intimidade
A ninguém
Que me trate
Como um ninguém
Só um ninguém para
Acreditar que isso será
Possível.
Eu não escolho nada
Que possa me magoar,
Desiludir, embrutecer,
Perder a ternura.
A cada escolha uma responsabilidade,
A cada passo
Um desafio.
Enfim,
Eu não quero nada
Que seja pesado em minha vida
Nem pessoas, nem amigos,
Nem amores,
Nem nada.
Allex Borges
Juiz de Fora, julho de 2012