Amar
nem demais
E
nem de menos,
Mas
o suficiente para satisfazer
O
nosso desejo de amar
E
de se sentir vivo.
Amar
a dois,
Amar
a todos,
Amar um de cada vez,
Amar um de cada vez,
Amar
a si,
E
não se sentir só
No
amar,
Essa
é a meta,
A
linha de chegada
Para
quem não quer
Passar
an passant
Pela
vida.
Amar
sem se magoar,
Sem
deixar que a intensidade
Do
amar nos destrua,
Deixando-nos
em frangalhos a lamentar
O
sonho que se foi,
O
beijo que não teve,
A
despedida que foi inevitável
E
o abraço que se tornou vazio.
Assim
como a lua,
Amar
também tem suas fases,
E
o bom mesmo é saber aproveitar
Cada
uma delas
Com
serenidade
E
lucidez
E
deixar transbordar o desejo
Que
emana da certeza
De
permanecermos
Amando.
Que
o medo de amar
Não
nos amedronte
E
nem que as diferenças
Sejam
capazes
De
minimizar o sentimento comum
Que
nos une
E nos
faz singular
No
meio de tantas coisas iguais.
Pois,
assim como diz a canção,
Ninguém
é igual a ninguém,
Somos
todos iguais
E
tão desiguais
E alguns
ainda mais iguais
Que
os outros.
Amar
não é correr risco,
Isso
é uma inverdade.
Amar
é cuidado,
É
ver no outro
Uma
perspectiva de parceria
E
cumplicidade,
Amar
não é suicídio,
É
vida
Não
é prisão
É
liberdade.
Mas
não feche os olhos
Diante
do previsível
E
nem tão pouco do improvável,
Ame
de olhos esbugalhados
E
pés cravados no chão.
Ame
o real,
O
que está diante de você
E
não o que a sua imaginação
Rascunha.
Ame
na certeza
E
no limite que seu coração
Dê
conta de suportar,
Assim sentirás livre
Toda
vez que você precisar
Reaprender
a
Amar.
Allex Borges
Juiz de Fora, julho de 2012
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