sexta-feira, 13 de julho de 2012

Amar


Amar nem demais
E nem de menos,
Mas o suficiente para satisfazer
O nosso desejo de amar
E de se sentir vivo.

Amar a dois,
Amar a todos,
Amar um de cada vez,
Amar a si,
E não se sentir só
No amar,
Essa é a meta,
A linha de chegada
Para quem não quer
Passar an passant
Pela vida.

Amar sem se magoar,
Sem deixar que a intensidade
Do amar nos destrua,
Deixando-nos em frangalhos a lamentar
O sonho que se foi,
O beijo que não teve,
A despedida que foi inevitável
E o abraço que se tornou vazio.

Assim como a lua,
Amar também tem suas fases,
E o bom mesmo é saber aproveitar
Cada uma delas
Com serenidade
E lucidez
E deixar transbordar o desejo
Que emana da certeza
De permanecermos
Amando.

Que o medo de amar
Não nos amedronte
E nem que as diferenças
Sejam capazes
De minimizar o sentimento comum
Que nos une
E nos faz singular
No meio de tantas coisas iguais.
Pois, assim como diz a canção,
Ninguém é igual a ninguém,
Somos todos iguais
E tão desiguais
E alguns ainda mais iguais
Que os outros.

Amar não é correr risco,
Isso é uma inverdade.
Amar é cuidado,
É ver no outro
Uma perspectiva de parceria
E cumplicidade,
Amar não é suicídio,
É vida
Não é prisão
É liberdade.

Mas não feche os olhos
Diante do previsível
E nem tão pouco do improvável,
Ame de olhos esbugalhados
E pés cravados no chão.
Ame o real,
O que está diante de você
E não o que a sua imaginação
Rascunha.

Ame na certeza
E no limite que seu coração
Dê conta de suportar,
Assim sentirás livre
Toda vez que você precisar
Reaprender a
Amar.

Allex Borges
Juiz de Fora, julho de 2012

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