Ando
descalço
Pelo
chão frio da casa
E
sinto os pés
A
refrescar-se com
A
temperatura que
Emana
dele.
Uma
de minhas mãos
Percorre
a parede branca
Enquanto
eu sigo
Em
direção à porta.
Fico
parado diante dela,
Que
permanece fechada.
Alimento
a ideia que você
Poderia
adentrar por ela
Outra
vez,
Em
vão...
Minutos,
segundos, horas
Não
sei quanto tempo
Permaneci
ali,
Lembro-me,
apenas, das minhas costas
Deslizando
porta abaixo
E
nada mais.
Permaneci
encolhido,
Tentando
sossegar
Uma
dor
Que
não queria adormecer,
Segurar
as lágrimas
Que
insistiam
Em
desobedecer.
E
estando ali,
Agachado
à porta,
Olhando
o corredor em volta vazio
Senti-me
distante,
Pequeno,
Só.
Ainda
sinto a dor que
A
ausência do teu amor me faz,
Uma
dor semelhante
A
de uma pobre rosa
Despetalada
Uma
por uma
Até
não sobrar mais
Nada
E
fica uma lembrança
Do
que foi,
Do
que poderia ter sido,
Do
que é,
Sei
lá,
Dói...
A
noite chega,
Invade
a casa.
As
chamas das velas
Iluminam
a escuridão que chegou,
Mas
não clareia a minha
Saudade
E
nem preenche a tua ausência
Dentro
de mim.
Caminho
pela casa,
Vejo
as minhas
Pétalas
espalhadas
Em
cada canto.
Olho
para o teto,
Giro
em torno de mim
Tudo
se move,
Os
móveis,
Os
quadros,
Os
livros,
Mas
não move
O
sentimento que
Me
faz eu estar preso
À
você.
Porque
só tu
Foi
a quem eu aprendi
A
amar,
Somente
tu,
Agora
que não tem mais tu,
Não
restou também o
Eu...
Allex
Borges
Juiz
de Fora, setembro de 2013