A gente
sempre quer
Muita coisa
da vida,
Mas o nosso
querer
Faz-nos
cegos
Diante de
outras possibilidades
Que ela nos
dá
E, de
repente,
Pode fazer
Toda a
diferença
No nosso
viver.
Fui cego por
um longo tempo,
Buscando viver
coisas
Que
Não possuía
vida,
Navegando em
sonhos
Que não me
pertencia,
Tentando
caber em figurinos
Que não me
cabia.
Mas tive a
oportunidade
De poder
enxergar novamente
E quão
doloroso
Foi...
E me senti ainda
mais vazio
De que quando
estava cego,
Pois a
ilusão alimenta
A alma
E eu, já não
a
Tinha mais.
Precisamos
das ilusões,
Precisamos
das esperanças
Que delas
brotam
Em nós,
Mas acima de
tudo
Precisamos
de amor,
Pessoas,
Gestos,
atitudes
Reais.
Pois só as
ilusões não bastam,
As
esperanças também não,
Mas o amor
Esse sim
É suficiente.
Allex Borges
Juiz de Fora, fevereiro de 2013