É bem assim,
De repente,
Num dia qualquer,
Sem hora marcada,
Premeditada
A gente
Abre os olhos
E descobre que
A única coisa
Que temos de real
São nossas
Ilusões...
E daí a gente fica
Sem saber para onde ir
E o que fazer.
Abrir mão
delas,
É abrir mão
de nós.
Continuar
com elas
É, de certo
modo, um meio
De se sentir
cheio,
Fértil.
Vivo...
De não
abandonar o amor
Que um dia
brotou em mim.
De não
deixar acabar a magia,
Nem permitir
adentrar
A noite fria
Na nossa
cama,
Debaixo dos nossos
lençóis
Produzindo
tristes
Ais.
Oh! Chão de
Incertezas,
Correntes de
sentimentos,
Realidade
implacável,
Desconhecida,
Descabida
Não me
roubes as ilusões
Não as
destrua
Preciso
delas
Para poder amar
Dias a dias
mais.
Alexandro Borges
Juiz de Fora, 24/08/2013
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