Chove no Rio de Janeiro
E eu da minha varanda
Vejo a chuva se entregar para o mar
Vejo a chuva se entregar para o mar
Tornando uma coisa só
Escorregando sobre as pedras do arpoador...
Eu sou testemunha desse amor
Que supera os impedimentos
E chega ao seu destino final,
Numa sintonia total,
Por inteiro.
Os observo com um olhar de inveja,
Com uma vontade de também
Fazer o mesmo,
De me entregar,
Amar dessa maneira
Mas não posso,
Não dá
Falta você aqui comigo,
Que partiu e ficou de voltar
E até hoje
Nem sinal...
É dificil o tempo que passa
E você não vem.
Um dia disseste que me amava
E eu e meu coração acreditamos,
Confiamos.
Machuca, magoa
A esperança que ainda vive
Dentro de mim.
Mentiras que se tornaram verdades
Verdades que se tornaram mentiras
E eu nem sei mais em que acreditar,
Desacreditar.
Longe ou perto,
Doce ou amargo
Ando tão perdido
Entre escolhas
Que não sei escolher.
Minha alma está nua,
Meus pensamentos
Em preto e branco.
Caiu à chuva, veio à neblina
E não consigo enxergar mais nada
Nem o mar,
Nem as pedras,
E nem você.
Antes era o amor que me cegava,
Agora é a falta dele.
Meu reino hoje
Por um cheiro,
Um beijo
Ou qualquer coisa
Que me faça sonhar
E esquecer
De tudo
E assim não me sentir
Tão só
Nesse dia frio.
Allex Borges
Rio de Janeiro, outubro de 2011
Nenhum comentário:
Postar um comentário