Chegou à noite e trouxe consigo seus mistérios,
Falta à lua e as estrelas, falta você perto de mim.
Pelo adiantar das horas, elas não vêm mais
E pelo visto você também não.
Mesmo assim fico a esperar,
Na esperança de vê-las
Pelo menos, por um só instante.
Longe vão os meus pensamentos
A procurar por você.
Esvazio minha alma todos os dias
A esperar por tua chegada.
A chegada de um ser de luz,
A iluminada.
Que me ensinou a arte de sonhar, de criar asas
E alçar vôos mais altos, que nem eu podia supor
Que era capaz de fazê-los.
E a chorar, a sorrir, a arrisca-se sem medo,
Sem pudor.
A que também me ensinou a acreditar em mim,
Mesmo quando as coisas não vão bem,
Quando não saem como prevíamos.
Ela que nos alertou que nessa vida
Quem muito se abaixa, mostra o fundo
Da calçola.
Tita’s
Que é meu amor, minha dor, minha saudade.
E quantas são as saudades que trago no peito agora.
Saudade de um tempo que só era minha
E da Palmeirinha
Só e somente...
Saudades da Nega, irmã de Matonha, Terezinha
Mã, Lúcélia e Jubiabá.
Da moleca descalça embaixo do pé de jatobá
A fada madrinha das nossas fantasias
Da tia, irmã, filha...
Da Teta parceira das delícias
E das lutas por um mundo melhor
Socialista e feliz para todos(as).
A torcedora da legião flamenguista
Comunista por convicção e guerreira por natureza.
Quantas saudades...
Saudades sem fim nem começo
Apenas saudades...
Saudades de Rita da SUCAM,
Foliã das micaretas de Jequié
E dos carnavais de Salvador,
A fã de Joãozinho 30
A amiga de Lenita de Jacobina,
Rita Barreto, Barretinho, Margô,
Clô, Marcelo, Fel, Kátia,
Boca de capela...
Comadre de Márcia, Loza, Lucinha e tantas outras.
Lembro-me com saudades
Das tardes que passamos a contemplar as andorinhas
A sobrevoar o céu e se esconder debaixo da ponte
Do nosso Rio de Contas.
Dos castelos, fortalezas e fazendas
Que vaziamos com freqüência,
No areião do rio.
Das vezes que sonhamos, rezamos, choramos juntos
Das noites em claro, ora no vício da jogatina do baralho
Ora a fazer doces para Jejeu.
Saudades...
Ah! Saudades eu tenho e muitas.
Dos shows de Allá-Madonna e visitas do papai Noel.
Da menina que perdeu a conga-colo e eu achei.
Fico a me perguntar por onde andarás
Ritinha, meu bem, a filha de Ziza e dona Mara
Além de aqui, dentro de mim?
Nasce o sol, caía a chuva, vem a noite e o luar
E a saudade descompassada insiste em mim procurar,
A perguntar por você.
Quantas coisas já vivemos juntos
E tantas outras que ainda haveremos de viver.
Hoje sei que tu não és mais minha
Tornou-se mulher, mãe, vereadora
Agora és do mundo, na verdade sempre foi
Eu que não queria enxergar,
Devido o excesso de zelo, de amor.
Você pertence a Maria Sílvia
Navega por mares desconhecidos
Mas é prazeroso contemplar o teu sorriso
E saborear dos teus momentos de felicidade
Pois a tua felicidade é ainda a minha felicidade.
A felicidade para você tem que ser um direito garantido,
Direto de ser feliz
Por tudo aquilo que é e tem sido em nossas vidas
E são milhares de vidas.
Se preciso fosse, abdicaria a minha felicidade
Em prol da tua, para jamais ter que vê-la triste.
Para não sentir o sabor de tuas lágrimas
Nem o aperto do teu coração.
Contudo, ficarei aqui em vigília
Esperando por tua chegada
Para saciar a minha sede de você
E matarmos a saudade que ousa nos sufocar
E que nos faz um pertencer ao outro
Por toda a eternidade.
Allex Borges
Viçosa - MG
Com todo o meu carinho e respeito a você, que faz e sempre fará parte do meu mundo, esteja onde eu estiver.
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