Frio, vento, coração apertado, aliviado
Por saber que você está bem
E que passeio em seus pensamentos
Por alguns instantes.
Você sempre visita os meus
E me deixa assim,
Bobo...
Por querer saber de mim.
O telefone toca,
Chama apenas
Não me responde
Número trocado?
Número trocado?
Número registrado.
Dever ser
Memória curta
Dever ser
Memória curta
Ou falta dela
Mas vou continuar tentando
Mas vou continuar tentando
Vontade sua,
Satisfação minha.
Sobre a Palmeirinha
Será sempre uma meta
Boa de ser lembrada,
Será sempre uma meta
Boa de ser lembrada,
Perseguida.
Lugar que você se faz por inteiro.
Tantas pegadas deixadas
Sonhos rasgados
Reinventados.
A ponte
É para se fazer a travessia
Rumo a sonhos maiores,
Eu, você e tantos outros
Atravessaram
E muitos foram os que
Nunca mais voltaram,
Mas faz parte das escolhas,
Do destino de cada um.
Segue a canção
Segue também
Segue também
As minhas palavras de fé
E o cantar das andorinhas no caí da tarde.
Segue as águas do Rio de Contas.
Segue minha saudade viva
Que grita dentro do peito
E não quer sair.
Hei de concordar contigo,
A emoção é a prova
Que estamos vivos
Para afagar, lamber, sugar
Para se desejar
Que estamos vivos
Para afagar, lamber, sugar
Para se desejar
Amar...
Amar verbo intransitivo
Verbo que se fez carne
E que pulsa em nossos corações arredios,
Mas doce.
Como é bom amar
E se sentir amado por você.
Como é bom compartilhar sonhos
E horizontes com quem
Quer nos ver crescer
Como é bom compartilhar com quem nos faz bem,
E você é um bem
Que eu gosto de ter
Sempre.
Allex Borges
Juiz de Fora, maio de 2011
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