quarta-feira, 25 de maio de 2011

Jubiabá

Frio, vento, coração apertado, aliviado
Por saber que você está bem
E que passeio em seus pensamentos
Por alguns instantes.
Você sempre visita os meus
E me deixa assim,
Bobo...
Por querer saber de mim.

O telefone toca,
Chama apenas
Não me responde
Número trocado?
Número registrado.
Dever ser
Memória curta
Ou falta dela
Mas vou continuar tentando
Vontade sua,
Satisfação minha.

Sobre a Palmeirinha
Será sempre uma meta
Boa de ser lembrada,
Perseguida.
Lugar que você se faz por inteiro.
Tantas pegadas deixadas
Sonhos rasgados
Reinventados.

A ponte
É para se fazer a travessia
Rumo a sonhos maiores,
Eu, você e tantos outros
Atravessaram
E muitos foram os que
Nunca mais voltaram,
Mas faz parte das escolhas,
Do destino de cada um.

Segue a canção
Segue também
As minhas palavras de fé
E o cantar das andorinhas no caí da tarde.
Segue as águas do Rio de Contas.
Segue minha saudade viva
Que grita dentro do peito
E não quer sair.

Hei de concordar contigo,
A emoção é a prova
Que estamos vivos
Para afagar, lamber, sugar
Para se desejar
Amar...

Amar verbo intransitivo
Verbo que se fez carne
E que pulsa em nossos corações arredios,
Mas doce.
Como é bom amar
E se sentir amado por você.
Como é bom compartilhar sonhos
E horizontes com quem 
Quer nos ver crescer
Como é bom compartilhar com quem nos faz bem,
E você é um bem
Que eu gosto de ter
Sempre.
 
Allex Borges
Juiz de Fora, maio de 2011

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