Já menti por ser mais novo,
Continuei a mentir, agora,
Por ser mais velho.
Era por medo que eu mentia,
Para não ficar de fora,
Não se sentir sozinho.
Medo do julgamento do outro,
Da exclusão que silencia
E nos corrói por dentro
Igual cupim em madeira podre...
.
Foram tantas as mentiras
Que eu contei
Que me perdi entre elas
E a única coisa que eu busco em mim
É a verdade
Que eu desconheço...
O medo atrofia os sonhos,
Rouba o sono
Desbota a alma.
Eu não durmo,
Não sonho,
Apenas escrevo,
Ainda...
Juiz de Fora, agosto de
2016
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