Sentenciei minha vida
No momento que permiti
Que me beijasse naquela noite.
Sabia eu, que começaria ali,
A trilhar um caminho sem volta
E, por muitas vezes, seria um caminhar solitário,
Não me enganei, infelizmente!
Entre palavras,
Olhares
E sorrisos,
Me perdi em desejos.
Meu corpo fala em braile,
Sensível ao toque,
E meus pensamentos se tornavam mudo
Diante daqueles que me revelavam.
E eu sorria,
Pois tudo aquilo só poderia se chamar:
Felicidade!
Mas aí
O entardecer não tardou a chegar,
As palavras voaram com o ventou que passou,
O sorriso desbotou,
Envelheci...
E não sei quanto tempo durou
E nem o que sobrou
De nós dois.
Não me dei por derrotado,
Sou um homem de sonhos
E quando se tem sonhos
Sempre estará acompanhado.
Se pudesse voltar àquela noite,
Retomar aquele beijo,
Ainda sim o faria de novo.
Posso não ter trilhado o melhor dos caminhos
Ou escolhido o melhor dos mundos
Para viver,
Mas eu fiz dele o meu melhor
E quando se dá o seu melhor
Qualquer tentativa de espoliação a ele
Torna-se insignificante
Aos olhos
E repugnante
Ao coração,
Portanto,viverei.
Juiz de Fora, março de
2015
Alexandro Borges
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