Há algum tempo que ando em vão
Procurando me achar
Mas toda vez que eu faço essa tentativa
Acabo me perdendo nos labirintos
De meus eus...
E fico assim, sem saber,
Quem sou.
Cada dia uma descoberta, uma surpresa.
Amanhã não sei como será o dia
E como eu estarei nele,
Afinal, quem sabe?
Eu sou aquilo que seus olhos vêem,
Aquilo que você quer que eu seja
Mas também sou aquilo que eu escondo,
Tenho duvidas,
Sou o que eu sinto
E também o que desconheço.
Você até pode me despir diariamente,
Tocar meu corpo
E beijar minhas costas
Mas nunca terás certeza
Se estarei inteiramente contigo.
Estou sem pressa para chegar
Ou me retirar.
Para abrir ou fechar a porta,
Para sentir o vento,
A tempestade
O nascer do sol
E o surgir das estrelas.
Agora sou assim,
Um caminho sem norte
Uma acompanhar
Desacompanhado.
Fizeram-me assim
E não me lembro mais
Como era antes,
Simples assim,
Descrente? Talvez!
Ou uma atitude acertada
Diante de sentimentos
De múltiplos sentidos.
Ando muito cheio de meus eus
E, por enquanto,
É assim que quero permanecer.
Quem está em paz consigo,
Jamais estará sozinho
Outra vez.
Allex Borges,
Juiz de Fora, 17 de fevereiro de 2012
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