Ano meio perdido,
Aliás, muito perdido eu diria!
A cabeça a mil,
Fervilhando,
Em ebulição...
São mil questões reais,
Existenciais.
Me pego pensando
Qual o sentido de minha vida,
De eu estar aqui...
Sem respostas.
É um misto de sentimentos complexos,
Têm horas que me joga para cima,
Outras, me leva pra baixo,
Um efeito bipolar,
Inconstante,
Instável...
Tenho tido medo
Do tempo que passa,
De sonhos não vividos
Dos sentimentos adormecidos
E de caminhos que não me levam
A lugar algum...
Confuso?
É assim que me sinto
Ou melhor, não me sinto mais.
Navegando em mares de incertezas,
Me falta forças
Para remar,
Ventos para soprar...
Fôlego, cadê?
Angustias?
Muitas...
Foi o que me sobrou,
Que restou
De mim.
Juiz de Fora, março de 2018
Alexandro Borges
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