Dor de muitos,
De alguns,
De um punhado,
De um monte de nós...
Uma dor sem nome,
Sorrateira
Que nos engole,
Invade a mente
E toma o coração
Da gente.
Dor que envenena a alma,
Desbota os olhos
Pinta de cinza a paisagem,
Dor de menino acanhado,
De marmanjo amedrontado.
Eu na minha insônia constante
Sem saber qual é a dor
Que me atormenta mais,
Pois são tantas...
Uns com dor provocada pela paixão
Outros com a dor provocada pela falta dela.
Muitos com dor provocada pela dúvida
Da tintura do cabelo,
Da falta de bateria do smartphone
Do ponteiro da balança
Da enxurrada
que vem e alaga
Levando tudo
embora
E eu
continuo aqui a sentir
Minha dor...
Dores são dores,
Nem mais, nem menos..
Não define,
Não compara,
Nem hierarquiza ,
Dor a gente só sente
E dói
E mais nada...
Allex Borges
Juiz de Fora, 12/12/2013
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